sábado, 2 de setembro de 2017

Artigo do Blog Professor Tim sobre os valores e imaginário dos EUA e de Trump como Sr. da Guerra!

Trumpizando sobre os imaginários, ideais, valores e ideologias de Trump como Sr. da guerra!
Os Estados Unidos da América do Norte (EUA) são os senhores das guerras imperialistas contra povos do mundo inteiro, e o presidente Donald Trump (PR), para não perder o título, é o Sr. da Guerra. Mas o que move e as causas de tanto os EUA quanto o presidente Trump gostarem de guerras e de conflitos nos vários continentes.
Não vou explicar por teorias conspiratórias de anti-imperialistas ou de inimigos ideológicos e religiosos do Presidente TrumpA imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e texto.
Vou explicar com base em fatos.
Teologia dos eleitos do Céu para governarem a Terra. 
No imaginário religioso do calvinismo protestante dos States, e que Donald Trump é devoto fiel, os Norte-Americanos WASP (Brancos, Anglo Saxônicos e Protestantes) se consideram povos excepcionais e eleitos por Deus (monoteísta cristão) para governarem mundo, não importando, se, por meio de bombas atômicas jogadas no Japão ou por meio de ataques cirúrgicos e fortes bombardeios aéreos no Iraque e no Afeganistão.
Teoria do bandido versus mocinho. Nos filmes de faroeste, com John Wayne, no papel principal, a disputa do mocinho versus bandido, basta matar o bandido para vencer a guerra. Pensamento que levou ou leva os EUA, nas guerras, a assassinarem os presidentes dos países invadidos: Saddam Hussein no Iraque, Khadaffi na Líbia, Samora Machel em Moçambique etc.
Expansão do Império liberal e cristão por ordem de Deus. É a crença liberal como religião imperialista a ser implantada a todos os países e nações da Terra. Levando o modelo político (república presidencialista da votação direta), o modelo econômico (liberdade econômico com livre iniciativa empresarial e de capital), que se casa com a religião calvinista da poupança e dos fortes valores morais.
Guerra das indústrias do petróleo e das armas. Quem financia a maioria dos presidentes eleitos dos EUA são as fortes indústrias de armas e de petróleo -muito lucrativas. Doam bilhões nas campanhas, exigindo que os presidentes eleitos, como Trump, façam guerras para gerar mais lucros vendendo mais armas e mais petróleo.
A questão do petróleo é por ser estratégico por causa do grande consumo interno. Metade dos carros do mundo estão nos EUA, precisando, para isso, ter estoque necessários, mesmo que roubado do Iraque, do Afeganistão, dos países do Oriente Médio. 
Do Afeganistão, por ex., a Rússia acusa empresas dos Estados Unidos de roubarem urânio afegão.
Resumindo tudo. Dá direito a Trump ou qualquer outro presidente Norte-Americano, até mesmo o democrata Obama, a expandir o imperialismo ianque até as últimas fronteiras, sem respeito à auto-organização dos povos e fronteiras nacionais. Tratando a todos como serviçais e escravos da mundialização política, bélica, econômica, cultural e religiosa do maior império já construído sobre a face da Terra.
Da Terra do Fogo ao México, da Oceania ao Oriente Médio, por meio de guerras ou de outros meios, o Império manda e desmanda. Daí a possível guerra de Trump contra Coreia do Norte, acusada de disparar mísseis da China contra territórios vizinhos e até em direção aos EUA, é movido por tudo isso, e também pelo imaginário dos americanos em ter uma vitória na Ásia, que vem desde a derrota no Vietnam e na própria Coreia do Norte -do ditador maluco King Jong-Um.
Pelo visto, também, outra coisa seria o enfrentamento contra o Império da China, aliada da Coreia do Norte, que já vem numa guerra comercial com os Ianques e disputa de territórios e de mercados na Ásia, na África e outros continentes, desde que Hong Kong deixou de pertencer ao Império Britânico para ser chinês.
Quando não faz guerra pelas armas, os EUA fazem guerras jurídicas ou políticas para derrubadas de presidentes adversários e ideologicamente diferentes. Por meio de "Impeachment", usando-se o Congresso e o Poder Judiciário, sob o fervor moralista da luta contra a corrpção, cassaram o mandato da presidente da Coreia do Sul (Park Geun-Hye), do presidente do Paraguai (Bispo Fernando Lugo), da presidente do Brasil (Dilma Roussef).
Cassação de chefes de Estado e de governo dissidentes das multinacionais e do modo de vida dos EUA.
Mas o Império de Trump não pode tudo. A Síria, com apoio da Rússia, conseguiu evitar a invasão e a cassação do presidente Assad, como aconteceu no Egito com a queda de Hosni Mubarak, em outros países do Oriente Médio -durante a Primavera Árabe, movimento armado e institucional da época do então presidente Obama.
Assim será sempre o Império das Guerra dos Estados Unidos.
Império que não faz amor e sempre faz guerras.
Seja com Trump ou sem Trump!
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Autor do artigo: Professor Tim é cientista político e blogueiro.

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