Canto alentador para Nova Russas
(de um filho distante)
J. B. Pontes (*)
Ah! Nova Russas centenária,
De povo sofrido, mas resiliente.
Abençoada és tu pela Santíssima
Nossa Senhora das Graças.
Terra de mulheres guerreiras,
Crocheteiras, que com sua arte
Lançaram o teu nome
Para muito além das fronteiras.
Oh vetusta Nova Russas
Do sol escaldante,
Da terra tórrida,
Da caatinga ressequida,
Qual o rosto do teu pobre povo.
Mas que, igual à mata seca,
Renova-se e redobra a esperança
Quando da primeira chuva,
E as preces de gratidão
Alçam-se aos céus...
Com a proteção do Pai Eterno
Percorrestes esse cem anos.
Mas teus pobres filhos
Continuam tão abandonados,
Sofridos e maltratados,
Tal qual o Rio Curtume...
Apesar da proteção Divina,
Teu povo continua sofrendo,
Não por desígnio de Deus,
Mas por ações inconscientes
Dos próprios irmãos poderosos.
Até hoje a tua juventude,
Ainda se deixa manipular
Pela arcaica estratégia
Promovida por dominadores,
Do pão e circo,
Despercebidos de que é preciso
Crescer em consciência social,
Conhecer e refletir sobre a realidade,
Sobre a importância da democracia, da liberdade
Para não se deixar aprisionar
Pelo poder econômico de pseudo-líderes,
Que se deleitam na lama da corrupção,
Sempre com presença viva no País,
E que sempre vão deixá-los
Na mesma eterna penúria...
Teus filhos distantes e saudosos,
Dentre os quais nos incluímos,
Com os corações vibrantes
Continuam a te amar,
Felizes com tuas vitórias
E sofrendo com os infortúnios.
(*) Novarrussense, geólogo, advogado e escritor
Canto alentador de um filho ausente
J. B. Pontes (*)
Nenhum comentário:
Postar um comentário