O momento singular dos 101 anos de emancipação político-administrativa de Nova Russas, leva-me também a uma situação singular no contexto da descrição da história secular.
É a 1ª vez que faço um Tratado-Ensaio baseada na Ciência da Historia. o 1º Tratado-Ensaio historiográfico pelo princípio metodológico e científico. Verificacionismo. Provas e contraprovas. Análises diversas do mesmo fato histórico.
Os pouquíssimos livros de história, mais autobiográficos do que historiográficos, esqueceram a metodologia científica nas narrativas sobre as duas emancipações: a de 1922, a primeira; e a de 1933, feita por Carneiro de Mendonça.
Deve-se ou não revisão historiográfica sobre o nosso povoamento? Concorda-se com alguns historiadores tradicionais e das elites, de que nosso povoamento teria ocorrido no final do Século XVIII. As primeiras sesmarias teriam sido entregues ao Coronel Martins Chaves, dentro do território da Freguesia da Serra dos Cocos e do município mãe de Ipueiras -que ia da Serra da Ibiapaba até a fazenda Bargado (território de Tamboril).
Parece ter metodologia científica e historiográfica a tese histórica do nome Nova Russas. Exatamente pelo fato histórico de que primeiro vigário Joaquim Ferreira de Castro, teria nascido em São Bernardo das Éguas Russas (hoje apenas Russas).
Uma dúvida histórica. Em que parte do território novarussense nasceu mesmo Nova Russsas: dentro da área territorial da Fazenda Curtume (Água Boa) ou naquela casa-fazenda colonial da Rua Quintino Bocaiúva?
Precisa-se de um estudo histórico mais aprofundado para não virar um clichê do senso comum histórico, o fato sobre a doação sobre a doação de terras pelo casal Manoel de Oliveira Peixoto/Manuela Rodrigues de Oliveira não se sustenta.
No triste episódio da morte por assassinato do 1º prefeito, Antonio Rodrigues Veras, por seu vaqueiro, Cesário Patrício, algumas pessoas do povo foram marginalizadas em relação ao acontecimento. A própria esposa do Cesário, conhecida como Chiquinha, foi uma delas, que tentou salvar o marido do martírio em São Pedro.
Como foi mesmo a passagem da Coluna Prestes em Nova Russas? Antonio Rodrigues Veras foi mesmo o grande herói que recebeu o Capitão Alberto e salvou nosso povo dos revoltosos?
Ou não foi nada disso?
A história do Padre Leitão deve ser contada não apenas do ponto de vista de membros do Clero da Teologia da Libertação ou de seu adversários políticos e religiosos, pois foi liderança política de determinada ala da política novarussense.
Os pouquíssimos livros de história, mais autobiográficos do que historiográficos, esqueceram a metodologia científica nas narrativas sobre as duas emancipações: a de 1922, a primeira; e a de 1933, feita por Carneiro de Mendonça.
Deve-se ou não revisão historiográfica sobre o nosso povoamento? Concorda-se com alguns historiadores tradicionais e das elites, de que nosso povoamento teria ocorrido no final do Século XVIII. As primeiras sesmarias teriam sido entregues ao Coronel Martins Chaves, dentro do território da Freguesia da Serra dos Cocos e do município mãe de Ipueiras -que ia da Serra da Ibiapaba até a fazenda Bargado (território de Tamboril).
Parece ter metodologia científica e historiográfica a tese histórica do nome Nova Russas. Exatamente pelo fato histórico de que primeiro vigário Joaquim Ferreira de Castro, teria nascido em São Bernardo das Éguas Russas (hoje apenas Russas).
Uma dúvida histórica. Em que parte do território novarussense nasceu mesmo Nova Russsas: dentro da área territorial da Fazenda Curtume (Água Boa) ou naquela casa-fazenda colonial da Rua Quintino Bocaiúva?
Precisa-se de um estudo histórico mais aprofundado para não virar um clichê do senso comum histórico, o fato sobre a doação sobre a doação de terras pelo casal Manoel de Oliveira Peixoto/Manuela Rodrigues de Oliveira não se sustenta.
Se eles doaram as terras, tudo bem, mas há outros doadores das terras onde está hoje situada a geografia urbana e territorial de Nova Russas, como foi o caso de João Lustosa (Capuchu, nascido em Sítio Novo), que teria doado muitas terras para Nossa Senhora e para zona urbana.
No triste episódio da morte por assassinato do 1º prefeito, Antonio Rodrigues Veras, por seu vaqueiro, Cesário Patrício, algumas pessoas do povo foram marginalizadas em relação ao acontecimento. A própria esposa do Cesário, conhecida como Chiquinha, foi uma delas, que tentou salvar o marido do martírio em São Pedro.
Como foi mesmo a passagem da Coluna Prestes em Nova Russas? Antonio Rodrigues Veras foi mesmo o grande herói que recebeu o Capitão Alberto e salvou nosso povo dos revoltosos?
Ou não foi nada disso?
A história do Padre Leitão deve ser contada não apenas do ponto de vista de membros do Clero da Teologia da Libertação ou de seu adversários políticos e religiosos, pois foi liderança política de determinada ala da política novarussense.
Mas pelo lado espiritual de guia espiritual e cura religioso da Igreja Católica.
Mas também pela vocação de visionário social e de desenvolvimentiseta.
Com ajuda do Ferreirinjha, é preciso enfatizar seu lado visionário, quando fundou as Casinhas de São Vicente: precursor do Minha Casa Minha Vida; o Círculo Operário; fábrica de Mosaico; e a Cooperativa de Crédito: nosso primeiro banco.
Tivemos ou não coronéis em Nova Russas?
Não é coronel no sentido da guarda nacional. Coronelismo de patente comprada no Império e extinta após a Proclamação da República, como bem explica o notável historiador José Nilton Aragão.
A pergunta, é: tivemos coronéis no sentido político? Simbolizando o coronelismo do poder de mando e de controle da sociedade pela forte repressão política.
Tendo uma relação de vassalagem e de domínio autoritário.
Coronel Arthur Pereira foi um dos símbolos mais fortes do coronelismo local, segundo seus adversários.
Defende-se um revisionismo dos ciclos políticos ou não?
Foram vários ciclos políticos. Teve o ciclo Artur Pereira, teve o ciclo do gropeecuarista de Antonio Joaquim de Sousa, elegendo vários prefeitos: Dr. Almir, entre outros.
De 30 até 45, período do getulismo e do Estado Novo, nossos intendentes eram nomeados.
Na linha intermediária, após ditadura militar de 1964, houve o ciclo político da família Mourão. Período em que os primos José Maria Mourão e Vicente se tornaram prefeitos.
Teve o Ciclo EMPA: ex prefeitos Acácio, Iranede e Chico Rosa -ciclo desenvolvimentista, mas também concentrador e autoritário.
A participação feminina em nossa história é pouco contada. Tem que ter uma nova história sobre lideranças femininas e feministas que se destacaram nas lutas dos 100 anos: Dona Raimunda do Chapelão, Irmã Cleide, Socorro Abreu; ex-vereadoras Maria Edite, Sônia Frota, Karla Loiola e outras; ex-prefeita Iranede Veras; Prefeita Giordanna.
A pergunta, é: tivemos coronéis no sentido político? Simbolizando o coronelismo do poder de mando e de controle da sociedade pela forte repressão política.
Tendo uma relação de vassalagem e de domínio autoritário.
Coronel Arthur Pereira foi um dos símbolos mais fortes do coronelismo local, segundo seus adversários.
Defende-se um revisionismo dos ciclos políticos ou não?
Foram vários ciclos políticos. Teve o ciclo Artur Pereira, teve o ciclo do gropeecuarista de Antonio Joaquim de Sousa, elegendo vários prefeitos: Dr. Almir, entre outros.
De 30 até 45, período do getulismo e do Estado Novo, nossos intendentes eram nomeados.
Na linha intermediária, após ditadura militar de 1964, houve o ciclo político da família Mourão. Período em que os primos José Maria Mourão e Vicente se tornaram prefeitos.
Teve o Ciclo EMPA: ex prefeitos Acácio, Iranede e Chico Rosa -ciclo desenvolvimentista, mas também concentrador e autoritário.
Ciclo dos Azulões, Ciclo dos Diogo, Ciclo dos Pedrosa, Ciclo dos Mano.
Falta um estudo historiográfico e econômico para se estudar as razões do fim do ciclo do algodão e de outras "commodities" em nossa economia. Teria sido apenas a praga do bicudo? Ou a expansão da indústria sintética dos grandes capitais industriais dos EUA e da Europa?
Nunca se estudou historicamente por que acabaram as fábricas de mosaicos, as olarias e as louceiras dos potes de barro; fecharam as serrarias fabricantes de cadeiras e de camas para casais, as sapatarias como a do Seu Odilon (empregando até 20 pessoas: tinha até o time dos sapateiros).A participação feminina em nossa história é pouco contada. Tem que ter uma nova história sobre lideranças femininas e feministas que se destacaram nas lutas dos 100 anos: Dona Raimunda do Chapelão, Irmã Cleide, Socorro Abreu; ex-vereadoras Maria Edite, Sônia Frota, Karla Loiola e outras; ex-prefeita Iranede Veras; Prefeita Giordanna.
Valorização maior dos intelectuais e dos artistas das nossas periferias. Cultua-se apenas uma elite intelectual. Esquecendo-se grandes artistas do meio popular: Sanfoneiro Zé Alves, Poeta Alcides Cipriano Ferro, Cantadeira Zefinha; entre outros.
E a história dos movimentos sociais organizados, exemplo dos Direitos Humanos e Associação dos Moradores do Bairro de São Francisco, organizadas pelo grande líder Aírton Simeão, precisam entrar no ensino oficial de história.A História de Nova Russas tem que que ser contada com base em métodos científicos.
Caso contrário: não será uma verdadeira história.
Mas apenas uma história do senso comum.
Professor Tim o senhor é a pessoa certa pra contar nossa história.
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