O Código Civil divide os membros familiares em até quatro classificações os parentes consaguineos. Pais e filhos são descendentes de um mesmo ancestral comum ascendente: avó/avó. Enquanto bisavô e bisneto são considerados parentes em linha de 3º grau.
Também de 3º grau, mas considerados transversais/colaterais, estão os sobrinhos/as, que a Lei Eleitoral, por ex., definem que eles podem ser candidatos sem vedação na sucessão de parentes. Na nossa região, há vários casos de sobrinhos/as que sucederam os tios nas prefeituras.
Dr. Alexandre Félix sucedeu o tio Aristeu Eduardo e está governando o município de Ararendá, mesma coisa de Robério Rufino que governa o Ipu na sucessão do tio Sérgio Rufino -um comunista paraguaio. E a médica Priscilla Barreto é a sucessora política e administrativa do tiozão Dr. Barreto na Prefeitura de Quiterianópolis.
Tamboril foi um pouco diferente. Marcelo Mota não tem parentesco algum com o gestor que saiu (Pedro Calisto), mas foi eleito pela grande e consagradora força política e eleitoral do seu tiozão: Jeová Mota, que é deputado estadual e um dos mais importantes na bancada do PDT.
São as famílias tradicionais se perpetuando no poder das Prefeituras por meio dos sobrinhos/as.
É a força política da dinastia dos sobrinhos!
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Autor: Professor Tim é cientista político e blogueiro!
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