A questão da carestia/inflação de alimentos tem sido sempre a principal reclamação da classe trabalhadora brasileira.
Fato que tem piorado na Pandemia e no aparecimento dos Auxílios Emergenciais, a carestia de alimentos acaba com o poder de compra do salário operário.
Os preços estão na estratosfera. Carne de gado (30 reais) e frango a 15; pão a 60 centavos, feijão por 10, arroz a + de 5.
Mas por no Brasil a inflação alimentar é um problema crônica nunca resolvido?
Desde a invasão portuguesa de Cabral tem sido assim, com a criação das Sesmarias e das capitanias hereditárias -concentrando a terra nas mãos de poucos.
Fato que tem piorado na Pandemia e no aparecimento dos Auxílios Emergenciais, a carestia de alimentos acaba com o poder de compra do salário operário.
Os preços estão na estratosfera. Carne de gado (30 reais) e frango a 15; pão a 60 centavos, feijão por 10, arroz a + de 5.
Mas por no Brasil a inflação alimentar é um problema crônica nunca resolvido?
Desde a invasão portuguesa de Cabral tem sido assim, com a criação das Sesmarias e das capitanias hereditárias -concentrando a terra nas mãos de poucos.
E a concentração fundiária nas mãos de multinacionais e dos grandes latifundiários do agronegócio (daqui, doutro) por meio da monocultura extensiva/agroexportadora.
E o próprio agronegócio monocultor dos ciclos antigos da monocultura agroexportadora (cacau, café, borracha), produz apenas alguns produtos da pauta de exportação da balança comercial: soja (para engordar porcos), laranja, frango [de granja] e carne bovina; café bruto etc.A produção absoluta do agronegócio é feita por multinacionais poderosas associadas nos vários setores. As terras, os insumos, os fertilizantes, as máquinas são delas.
A Monsanto dominou a produção por meio das sementes transgênicas (milhão gigante do Goiás); a Caterpillar e a Scania e a Deer vendem as máquinas pesadas e gigantes; a Bayern vende o veneno que mata a natureza, os produtores e os consumidores de Leucemia e outros cânceres
Segundo.
O mesmo agronegócio domina a produção do mercado interno consumidor. Ex: produtores de arroz do Rio Grande do Sul vem deixar carretas arrozeiras em Nova Russsas saindo muito caro o frete e encarecendo.
Existe pouca produção interna de alimentos no Brasil, por conta de vários fatores: latifúndios improdutivos, falta de créditos para os pequenos produtores, carência de infraestrutura e sistema ferroviário etc.
Outro fator fundamental na carestia de alimentos, seja em governos de esquerda ou do direitista Bolsonaro, é a alimentação industrial das grandes indústrias multinacionais (Nestlé, Sadia, Danone) que impõem a alta de preços dos alimentos vendidos nos supermercados.
A solução seria aumentar a produção de alimentos diversos (arroz, feijão, frutas, legumes, verduras) nas mais diversas regiões do Brasil, mas a grande concentração de terra não permite.
Aumentando-se ainda a produção de animais e de seus derivados: galinhas/ovos caipira, porcos naturais e tantos outros para alimentar a população.
A música "saco de dinheiro", como cantou Alcione e Beth Carvalho, para comprar um quilo de feijão ou um quilo de arroz.
Gerando o pior negócio chineês da economia brasileira vender apenas "commodities" (alimentos e produtos naturais sem valor agregado, ou seja, sem industrialização), por um lado, aumentando o déficit a nossa balança comercial na compra de badulaques tecnológicos: telefones celulares (da Nokia/Samsung/Motorolla), de computadores (da Microsoft), de carros de montadoras dos EUA e da Europa, de produtos duráveis de empresas multinacionais.
Se não parar a carestia, vai ter que levar um saco de dinheiro para comprar o que comer.
E as panelas dos trabalhadores sempre vazias!
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Autor do artigo: Professor Tim é cientista político e blogueiro.

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