A natureza é tida como tudo aquilo que é natural em seu estado bruto geológico, geográfico, material: o barro, a areia, a lama, as pedras; as árvores dos mais diversos tipos; as águas dos rios, mares e lagoas; os animais em seu estado selvagem.
Por cultura, no dizer de filósofos e cientistas, é tudo que o Homem produz e inventa a partir da natureza: casas feitas de barro e areia, portas e móveis das madeiras das florestas, computadores, carros e outros inventos dos vários minerais; hidrelétricas das águas dos rios.
Não existe uma harmonia entre natureza e cultura, naturistas e culturalistas. Quem vive na natureza, mesmo que Rosseau os tenham chamado de o bom selvagem, são considerados primitivos, selvagens, bárbaros e diabólicos pelas elites.
E não merecendo o progresso.
Razão, assim, das elites do poder não levarem o progresso para as áreas periféricas, porque, entendendo que tais pessoas não possuam cultura e apenas natureza. Sendo melhor que eles vivam no meio da lama feito porcos, sem energia (igual aos animais), sem água encanada (bebendo água de poço), no meio do lixão.
Quando colocam energia, é de péssima qualidade, mas sem luzes nos postes. Para as ruas ficarem escuras. Sem progresso. Tipo uma rua natural da natureza selvagem.
Não levam hospitais para os centros periféricos, pois a medicina é racionalidade e progresso.
Levam apenas cemitérios e a repressão das balas.
Na chamada guerra bárbara e natural periférica!
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Autor: Professor Tim é cientista político e blogueiro!
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