domingo, 23 de maio de 2021

Num dos textos políticos e religiosos dos mais extraordinários, doutrinador José Matos explicou que o socialismo e o espiritismo deve se unir em torno de ideais e fraternos para derrubar o capitalismo e a exploração do homem pelo homem.

 RELIGIÃO E POLÍTICA.

Karl Marx, e os pais do Comunismo, imaginaram o paraíso na Terra, mas esqueceram da colaboração de Charles Darwin, com sua descoberta da evolução, e dos ensinamentos de amor ao próximo de Jesus e do desapego e compaixão de Buda. Não se pode ter paraíso com seres ambiciosos, egoístas e orgulhosos com desejos de dominação e opressão. O paraíso se faz com pessoas amorosas, compassivas. Mercê da contribuição para o avanço do progresso com as conquistas sociais e trabalhistas, os maiorais do Comunismo, quando na condição de dirigentes, tolheram a liberdade do povo, fim último de todo ser humano, e com isto, o fim da utopia comunista, se tornou previsível e a queda do muro de Berlim confirmou o que se sabia.
Marx achava que a religião atrapalhava, mas o que atrapalha é a religião-passatempo e não a religião verdadeira em seu sentido esotérico de crescimento espiritual. Neste sentido, a religião ajuda e dar consciência, como bem escreveu Leon Denis em sua obra, "Socialismo e Espiritismo": "Socialismo e Espiritismo estão unidos por laços estreitos, visto que o primeiro oferece ao segundo o que lhe falta a mais, isto é, o elemento de sabedoria, de justiça, de ponderação, as altas verdades e o nobre ideal sem o qual este último corre o risco de permanecer impotente ou de mergulhar na escuridão da anarquia."
Embora Leon Denis refira-se ao Espiritismo, as suas ideias aplicam-se a qualquer religião em seu sentido esotérico. A busca de uma nova ordem social, em que um homem não oprima ou explore outro homem, mas seja seu irmão, é o sonho eterno de toda a humanidade. Baseando-se nos princípios do Cristianismo, Léon Denis mostra que a compreensão plena desta doutrina, mais ampla do que sua esfera política propõe e livre dos desvirtuamentos sofridos ao longo da história, seria instrumento essencial para o estabelecimento de uma ordem social baseada na fraternidade e no amor ao semelhante, com a predominância do sentimento sobre a ganância, do amor sobre o ódio.
É preciso ensinar, desde cedo, que vivemos em regime de interdependência e a vida exige cooperação. Lesão ao próximo é lesão a nós mesmos. Certamente que com a evolução da humanidade, o regime político será um socialismo fraterno com o fim do capitalismo de exploração do homem pelo homem.
José Matos

- DF.

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