Em mais um inteligente, demolidor e bem escrito artigo sobre a Politica no Brasil e o Governo do Presidente Bolsonaro (Brasil, o País do Caos), o articulista [J. B. Pontes], disse que o governo dele colocou o Brasil no Caos.
Teoria e prática do Caos na ingovernabilidade bolsonarista.
Disse que o "desgoverno Bolsonaro governa para os ricos e desmontou o Estado Brasileiro!. Não apenas isso! Desmontou e aparelhou os principais órgãos de fiscalização e controle do Meio Ambiente, fazendo que com que a Amazônia sob chamas fosse entregue à sanha de madeireiros, de garimpeiros e de transnacionais/multinacionais mineradoras.
Faz vistas para a corrupção, com aparelhamento do TCU e da Polícia Federal, entre outros.
Aliou-se ao Centrão e, por meio do orçamento secreto e do controle dos orçamentos das estatais e órgãos federais, faltando verbas para saúde e educação.
Só falou a verdade.
Que artigo espetacular.
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Amigas(os),
compartilho com vocês mais um artigo de minha autoria publicado no site do Jornal Brasília Capital (https://bsbcapital.com.br/brasil-o-pais-do-caos/). Peço que, se concordarem comigo, curtam, comentem e compartilhem o artigo. Será publicado também na edição impressa, que sai amanhã.
Brasil, o país do caos
J. B. Pontes (*)
Após três anos e meio do desgoverno Bolsonaro, a realidade que estamos vivenciando é o que prevíamos inicialmente.
O desgoverno Bolsonaro agiu de forma ousada para a consecução dos seus objetivos, anunciados desde a campanha eleitoral de 2018: governar para os ricos, enfraquecer o controle do Estado e liberar a ação da marginalidade.
Desde 2019 assistimos apáticos o desmonte dos órgãos federais de fiscalização e proteção do meio ambiente, a exemplo do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Assistimos igualmente o aparelhamento, como jamais antes registrado, de quase todas as instituições responsáveis pela prevenção e pela repressão da criminalidade e da corrupção – Polícia Federal, Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e outros tantos.
Acrescente-se a esse quadro a omissão e/ou a complacência do Tribunal de Contas da União, do Congresso Nacional e do Poder Judiciário. A tudo isso se aliou o esforço para cooptação das polícias militares estaduais e das próprias Forças Armadas.
Na área do Parlamento, quando se viu ameaçado de impeachment, Bolsonaro se aliou ao Centrão, do qual na verdade sempre foi integrante, o qual passou a comandar o governo, desde a indicação de aliados para importantes cargos e direção de órgãos públicos até o total controle do orçamento público federal.
Recursos que deveriam ser usados para custear as ações prioritárias do governo – saúde, educação, proteção do meio ambiente, saneamento básico - foram e estão sendo desviados para angariar apoio político e comprar votos para o próprio Bolsonaro e seus aliados do Centrão.
Na verdade, as emendas parlamentares e das bancadas estaduais, únicas com previsão na Constituição Federal, seriam mais do que suficientes para que deputados e senadores pudessem atender as demandas dos Municípios e Estados que representam. Mas o Centrão quis e conseguiu muito mais: o orçamento secreto e o controle dos orçamentos de importantes órgãos do Poder Executivo.
Os resultados de toda essa ação depredadora que, sem dúvida, foi promovida e incentivada pelo desgoverno Bolsonaro, estão sendo expostos agora: o País dominado pela corrupção, pela violência e pela criminalidade descontrolada.
A Amazônia entregue aos garimpeiros, aos madeireiros, aos traficantes, aos assassinos de aluguel. Todos agindo de forma ousada e sem possibilidade de controle dos órgãos públicos, em face da falta de recursos humanos e materiais.
Os indicativos do descontrole são claros: os alarmantes índices de desmatamento e as ações desenfreadas de grupos criminosos. O bárbaro assassinato do indigenista/ambientalista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips é um demonstrativo claro dessa realidade.
Nas áreas urbanas, cresce assustadoramente a organização e atividades de milícias, que já dominam praticamente todas as comunidades das capitais e das principais cidades dos Estados. E as polícias militares que deveriam atuar para reprimir as atividades desses grupos criminosos, com raras exceções, ou com eles se associam ou são bastante complacentes.
A esperança é que na próxima eleição de outubro possamos iniciar um novo ciclo de democratização e reconstituição do Estado Brasileiro, colocando nosso País sob o comando de pessoas mais dignas e comprometidas com os interesses do povo.
(*) Geólogo, Advogado e escritor
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