A questão central é o cansaço do modelo político-administrativo que nos governa há décadas, com graves problemas nos mais diversos setores da vida cearense: a criminalidade em alta e o domínio das facções; a saúde precária; não geração de oportunidades; e uma carga tributária asfixiante.
Ainda sobre a grave violência urbana, quando nossos governantes gastam muito mal na área de segurança pública, Jesus, com sua análise correta, aponta para a repetição do fenômeno "Colômbia de Pablo Escobar", quando os criminosos passam a controlar territórios e impor o domínio do crime organizado.
Mas não deixa de esperança na mudança política.
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Estamos diante de mais um processo de escolha democrática de nossos governantes, e os destinos dos anos vindouros está em nossas mãos. O Ceará vive problemas crônicos que afetam a coletividade, seja ela da capital ou do interior, seja rico ou pobre, preto ou branco, católico ou evangélico… A criminalidade que toma conta do Estado, a saúde precária, a não geração de oportunidades e a carga tributária asfixiante, denotam que o modelo posto no Ceará, cansou!
O Ceará vive dias de extrema violência, caminhando a largos passos para uma situação semelhante à Colômbia de Pablo Escobar. O Ronda do Quarteirão, não funcionou, o dinheiro empregado com segurança deixou de ser investimento para ser gasto, visto a ineficácia da política de segurança pública do Estado. O molde estatal criminaliza o policial e faz vista grossa para o crime. A saúde do Ceará era para ser interiorizada com os Hospitais Regionais, mas se vê uma pactuação que gasta mais com pneu do que com remédios, humilhando e massacrando enfermos do interior e da capital.
O Jovem que assiste a estatística fria de uma das melhores educações do Brasil, é o mesmo que vê seu sonho castrado ao chegar na conclusão do ensino médio, pois se depara com a falta de emprego, com a diminuta possibilidade de evoluir em uma carreira. As escolas técnicas construídas interior a dentro, ficaram no propósito da engenharia de obras faraônicas. O Ceará que vivenciamos é campeão de arrecadação de tributos, mesmo frente a voraz pandemia da COVID 19, asfixiando e oprimindo a população, esvaziando o bolso, limitando o poder de compra, em nome de obras inúteis, que são frias quanto concreto armado.
É em meio a este cenário que devemos meditar na escolha do próximo Governo do Ceará, na escolha dos próximos Deputados Estaduais e Federais, enfim, nacionalizar a escolha não é o ponto, só interessa a quem está disposto a tudo pelo poder, precisamos refletir na escolha de um projeto mais viável para estancar e minimizar os impactos da violência na rotina dos Cearenses, é preciso escolher alguém capaz de não só prometer obras exageradas, mas que tenha capacidade de colocar o que está feito para funcionar. É preciso que escolhamos um Governo que equacione com eficácia a arrecadação, mas que também gere oportunidades para nossos jovens. É preciso balancear uma educação exitosa com a curva de diminuição da violência, com a geração de oportunidades e uma postura mais ativa no exercício da cidadania.
JESUS DA COSTA
ADMINISTRADOR
DE EMPRESAS
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