Num determinado jazigo de Barcelona, existe uma escultura assombrosa destacando a vitória da morte sobre a vida. A escultura de um escultor anônimo, "O Beijo da Morte", mostra a morte beijando a face de um jovem morto. Simbolizando a crença na imortalidade da alma, um dogma religioso que vem de milênios, de que existe vida após a morte.
Se até a arte escultural exalta a morte, quanto mais as doutrinas religiosas das várias religiões. Nas várias religiões, há dogmas e doutrinas exaltando a vida após a morte. Os católicos acreditam que, após a morte, haverá ressurreição e imortalidade da alma, repetindo-se o mesmo gesto do filho de Deus e de Nossa Senhora: Jesus Cristo.
Para os evangélicos, depois da morte, vão de corpo e de alma para o altar da glória ao lado de Deus e de Cristo, salvos dos pecados e da condenação do inferno, porque aceitaram Jesus como Senhor e Salvador.
Visando quitar os débitos do carma, dívidas de outras vidas, o Espiritismo prega a reencarnação. Reencarnar tantas vezes forem necessárias para se atingir e se tornar um ser iluminado de luz. De acordo com o Dharma de cada reencarnado.
Mas o maior dos mantras, dos dogmas de fé, da doutrina de sedução das religiões, em especial as cristãs, para se morrer, é a questão da crença em Deus habitante do Céu. Muitos desejam a morte para se livrarem dos sofrimentos e subirem ao Céu, na esperança de se encontrar com Deus e viveram uma vida de fartura, de felicidade e de paz eterna.
Há uma frase em latim, que também está na escultura do início do texto, que fala e exalta a morte: "lembra-se que você vai morrer".
Morrer para ter uma vida eterna ao lado de Deus.
Assim ensinam as várias religiões.
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