Tese de desconstrução das "teses sociológicas" de Faoro, FHC, Damatta e Buarque sobre corrupção estatal e formação do patrimonialismo no Brasil.
Acabei de ler dois livros do sociólogo Jessé de Sousa. "Pobre de Direita" e o "Brasil dos Humilhados", ambos da literatura sociológica de Jessé, ajudam a questionar alguns sociólogos brasileiros do vira-latismo e de falsas teses sobre o Brasil, os brasileiros, a corrupção e o Estado.
Ele critica alguns cânones da sociologia brasileira, exemplos de Raimundo Faoro, Sérgio Buarque de Holanda, Roberto Damatta e Fernando Henrique Cardoso. Sociólogos que, em suas obras principais (Os Donos do Poder, Faoro); Sérgio Buarque (Raízes do Brasil); DaMatta (A Casa e a Rua), erram feio na análise sociológica brasileira.
Todos inimigos da tese do bom mestiço, do afeto, da cordialidade adocicada nas relações sociais, do coração solidário, entre outras, do sociólogo Gilberto Freire em sua obra sociológica fantástica e fenomenal: "Casa Grande&Senzaga, o clássico dos clássicos.
Os sociólogos citados, inimigos do Estado e defensores do liberalismo e do espírito empreendedor do protestantismo ascético e do mito empreendedor bandeirante, a partir de inspiração em Max Weber ("A ética protestante e o espírito do capitalismo), defendem uma ideologia totalmente sem razão sociológica.
Dizem que o cordialismo, a hospitalidade, o calor humano, as relações e afetos pessoais, as emoções do personalismo, o patriarcalismo familista, são responsáveis, entre outros aspectos, por criar o chamado estado patrimonial de estamento, corrupto, ineficaz, improdutivo, gerontocrático, estatista.
Ou seja: A falta de impessoalidade, meritocracia, privatizações, leis de mercado, é o que gera a mais alta corrupção, por isso, por essas leituras, é que os governos de Esquerda (Lula, Vargas), sempre foram combatidos.
Criando-se o chamado racismo cultural dos vícios do patrimonialismo estatal brasileiro, ou vícios ibéricos e portugueses de nossa falta de ética, de corrupção, de esculhambação.
Teses sociológicas deles sem sentido algum.

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