Ao lado de Adriana Calaça com o clássico literário e fundante de Elias de França: "Origens e Fundação de Crateús".
Estive na Academia de Letras de Crateús (ALC), o mais fantástico sodalício literário do interior do Ceará. Fui muito bem recebido pela Presidente Adriana Calaça, conterrânea novarussense e que se projetou na vida acadêmica, política e social de Crateús: uma das mais expressivas lideranças feministas da história daquela cidade metrópole.
Estive lá com uma missão literária e intelectual. Conseguir o livro clássico lançado pelo poeta e escritor Antonio Elias de França. O livro, "Origens e Fundações de Crateús (Estudo de Narrativas), é um clássico do desvendar da mito fundante crateuense. A fundação gira em torno de uma mulher guerreira, empoderada e resiliente: Luzia Coelho da Rocha Passos, mas que um certo historicismo machista quis mudar para Luíza.
A partir do resgate da oralidade dos causos de Raimundo Cândido, mesmo que não exija o rigor documental histórico,. ajuda a desmontar a falsa tese da Luíza, afirmando, sim, que ela é uma Luzia (como foi a principal personagem do livro clássico de Domingos Olímpio).
Até fez citações teológica e bíblicas do machismo patriarcal, a partir de Gênesis, para contestar as querelas discriminatórias contra essa mulher forte da fundação crateuense.
Já a Professora Adriana Calaça, em textão de apresentação do livro, citou feministas da França, na desconstrução de que a mulher, como fez Luzia (...), explicou, "de que o sexo feminino não deve apenas seguir o estatuto biológico de parir e de reprodução da sociedade".
Um livro essencial para entender a história de Crateús.
Para ser lido de um só fôlego.

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