Como sempre escrevo e assino meus artigos como cientista político, deveras, há muito tempo devendo um texto sobre o que seja a tal Ciência Política -nascida na Grécia de Aristóteles (zoom politikon, o homem é um animal político) e codificada pelo professor Herbert Adam, da Universidade John Hopkins (EUA).
Diferente, porém, não vou aprofundar as questões teóricas da ciência política e seus fundamentos no estruturalismo, na geopolítica, no estruturalismo, no behaviorismo e tantos outros sistema científicos e políticos.
Muito menos fazer malabarismo de ciência política para grandes políticos do presente e do passado: Fidel, Lula, Adenauer, Kennedy, Chávez, Reagan, Kennedy, Khomeinni, Temer, Mandela, Mao, Ciro Gomes e tantos outros
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Vou ser prático e objetivo sobre o funcionamento prático da política.
Ou fixar apenas nas ideologias e doutrinas dos partidos de centro, de esquerda e de direita -dentro do dualismo do bel e do mal na seara política.
Ou fixar apenas nas ideologias e doutrinas dos partidos de centro, de esquerda e de direita -dentro do dualismo do bel e do mal na seara política.
Vou mais ensinar do que doutrinar. Ensinar que a política eleitoral e partidária tem vários fins e objetivos. Muitas vezes para se formar uma coligação política e partidária, a ideologia partidária vale menos e muito pouco.
As coligações são feitas com base em dinheiro, amizades pessoais entre os políticos, interesses administrativos, troca de cargos e benesses, promessas futuras e muitas outras dos bastidores das campanhas.
Por política administrativa, que é outro ramo prático da ciência política, é a questão dos partidos e seus executivos (prefeitos, governadores e presidentes) governarem. Governam de acordo com as coligações e os partidos que os elegeram.
Pratica-se na distribuição de secretarias ou ministérios para os aliados políticos, ou para os adversários, caso se queira aumentar a base social e parlamentar do governo. É quando os vereadores, deputados e senadores preenchem cargos diversos em troca de apoio.
É o chamado toma-lá-dá-cá da ciência política!
Para se eleger numa eleição, por ex., os candidatos devem ter um programa de governo para todos públicos e segmentos, ou uma doutrina ideológica. É a parte doutrinária e ideológica, mas que não é cumprida por boa parte dos que se elegem para cargos diversos.
É o jogo de xadrez na ciência política
!
Mas antes das campanhas eleitorais aprovada em convenções partidárias e fiscalizadas pela Justiça Eleitoral, acontecem as pré-campanhas. Forma de se fazer campanha política e eleitoral antes do tempo, usando o eufemismo do pré.
Por conta do pré-candidato, alguns políticos espertos partem na frente, divulgando seus nomes e suas propostas, negociando apoios, fortalecendo suas candidaturas, para, largarem bem, assim, na campanha eleitoral futura.
É a esperteza pré-eleitoral da ciência política falsa.
Tem um detalhe a mais. Político profissional tem que saber falar para todas as pessoas. Fazer um discurso para cada setor. Não pode falar a mesma coisa para feministas e evangélicos. Tem falar uma coisa para cada coisa, mas ter cuidado de não falar no rádio e na tv, coisas que desagradem a todos os setores.
É a velha média na Ciência Política prática!
Tem uma coisa importante política. Tem que tomar partido. Ter lado. Assuma-se como direita ou como esquerda. Não fique em cima do muro, pois o muro pode cair em cima de você. Mas faça isso sem sectarismos ou sem rancores.
Um detalhe que chama atenção. Não fale tudo que quiser falar na política. Não seja franco demais. Não fale todas as verdades. Minta um pouco. Camufle ao máximo sobre o que deseja fazer de verdade para não perder votos.
É a camuflagem como arte da ciência política prática.
Não dá para esquecer. Muito cuidado com a Lei Eleitoral. Sempre dê uma olhada no Código Eleitoral. Não cometa erros como captação ilícita de sufrágio, mas se fizer, faça com o maior cuidado possível, vendo se não existem câmeras ou alguém filmando.
É a parte jurídica da ciência política prática.
Mas nunca esqueceu da frase politicamente correta de Maquiavel:
"Os fins justificam os meios"
Aqui termino o tratado de ciência política prática!
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Autor do Tratado: Professor Tim é cientista político e blogueiro.
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